sábado, 10 de dezembro de 2011

Encerramento do Curso

E no encerramento do curso de "Introdução ao Estudo de Cavernas (Espeleologia)", ministrado por mim em parceria com o centro Universitário UNA no segundo semestre de 2011, mais uma vez realizado na Serra da Piedade: uma série de bons achados.

Em nenhum lugar como em cavernas em canga, a diversidade de Troglóbios (espécies exclusivas de serem achadas em ambiente de cavernas pois ali criaram adaptações para a vida com ausência de luz e carência de alimentação); A seguir, algumas fotos destes animais surpreendentes.

um pequeno grilo com carcaterísticas troglomórficas: antenas super-desenvolvidas 

um pseudo-escorpião: um voraz mini-predador 

 achou o hemíptero - não troglóbio - mimetizado na foto acima?

 uma barata (??) troglóbia?

A caverna, uma grutinha de 30m, sustenta uma biologia totalmente diferente daquela que vivenciamos no meio externo (epígeo). No seu interior, além dos troglóbios acima, outras espécies fazem abrigo momentâneo (morcegos carnívoros e hematófagos, colônias de formigas, hemípteros em fase juvenil e alguns anuros) de intempéries como chuva, seca ou queimadas.
Resumindo, a bioespeleologia é uma ciência fantástica, repleta de novas descobertas e possível vítima de diversas formas de depredação e "subtração"! Obrigado a todos alunos que já fizeram o curso que, imagino ser, uma tentativa de se fazer clara uma ciência tão importante.

Caverna em Canga

sábado, 3 de dezembro de 2011

Copernício: Já ouviu falar sobre ele?

Colocando-me em dia sobre o mundo internacional da química aqui hoje, me deparei com a seguinte questão: como andam as "descobertas" de novos elementos químicos no Ano Internacional da Química? Já postei anteriormente como se fabricar um átomo (http://apendiciencia.blogspot.com/2011/06/elementar-meu-caro-watson.html) mas, mesmo a IUPAC (International Union os Pure and Applied Chemistry) além de falar em "descoberta" de elementos químicos - e não de sua produção - ainda parece não adotar bem a ideia de novos elementos químicos. Aposto que, do mesmo jeito, a maior parte dos químicos do Brasil e do mundo talvez nunca tenham ouvido falar do copernício (277Cn114).  Mais detalhes no artigo http://iupac.org/publications/pac/pdf/2010/pdf/8203x0753.pdf .


A mais atual tabela periódica: em destaque, de vermelho, o copernício, elemento transurânico

O nome, caso não tenha percebido, homenageia Nicolau Copérnico, matemático e astrônomo que divergiu sobre a teoria do Geocentrismo, adotado pela mesma igreja que representava, ao publicar seu trabalho De Revolutionibus orbium coelestion, artigo pioneiro por desafiar a madre igreja emprol do desenvolvimento científico (ainda bem que hoje em dia existem blogs).

Ficheiro:De revolutionibus orbium coelestium.jpg


Tal novo elemento vem para completar algumas lacunas da Tabela Periódica para aquele período (linha da tabela) que traz uma série de elementos classificados como Trans-urânicos, pois são todos artificiais (a partir do urânio, 238U92). Contudo, ontem, dia 02 de Dezembro de 2011, foi aceita a proposta de inserção de outros dois novos elementos químicos transcopernícios. Os elementos de número atômico 116 e 114 (total de prótons contidos no núcleo do elemento) ainda mais pesados que o copernício serão, em breve, adicionados à tabela. Cogita-se ainda quais serão seus nomes pois o artigo que promove sua aceitação (http://iupac.org/publications/pac/pdf/2011/pdf/8307x1485.pdf) não traz nenhuma ideia.


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Paradoxo do Rodolfo

Para a alegria de alguns, para o terror de outros (me incluo neste grupo), em quase todo Natal da década de 80 era comum de ser exibido na Sessão da Tarde o filme "Rodolfo, a rena do nariz vermelho". Se quiser sofrer um pouco como eu sofria, com a animação de baixa qualidade e as musiquinhas irritantes, clique no vídeo abaixo para sentir o drama:



Enfim, eu sempre e questionava o porquê do nariz vermelho. Estaria Rodolfo com uma gripe por causa do clima ártico? Ele teria algum tipo de rinite alérgica do seu próprio pelo ensebado? Ou teria ele cheirado uma carreirinha para poder ficar ligadão ao assumir a frente do trenó do Papai Noel? Bom, um grupo de cientistas noruegueses parece ter encontrado uma resposta (Blix, A. S., Walløe, L. and Folkow, L. P. (2011). Regulation of brain temperature in winter-acclimatized reindeer under heat stress. J. Exp. Biol. 214, 3850- 3856.).
imagem do artigo que abre as sessões da revista The Journal of Experimental Biology

Trabalhando com um grupo de renas confinadas em um ambiente de temperatura controlada, Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago eram sumetidas a caminhar em uma esteira rolante em velocidades acima de 9km/h até que ativassem seu mecanismo de arrefecimento (resfriação). Parece coisa de mecânica automotiva, mas nós, humanos, nos refrescamos e, assim, salvamos nosso cérebro de um cozimento ao dispararmos as glândulas sudoríparas no sentido de trocar calor com o ambiente recobrindo partes de nosso corpo com suor. A água rouba calor de nossa pele ao passar para o estado gasoso e, desta forma, podemos nos refrescar após a prática de um esporte qualquer. Porém, como um animal ártico, recoberto de pelos e de uma camada de gordura, poderia suar?

As renas, assim como os demais mamíferos peludos, trocam calor a partir de boca e vias respiratória da mesma forma, fazendo com que saliva passe para o estado gasoso. Fazendo o ar circular pelo nariz e boca, a troca de calor parece ser muito eficiente, porém, até certo ponto. Ao atingir temperaturas críticas de 39 graus Celsius, as renas ativam agora outro truque ao fazer uma ligação direta de vasos sanguineos do focinho ao cérebro. Este mecanismo, desconhecido até então, faz com que cerca de 2% do sangue desviado resfrie o cérebro dos animais e salve o Natal de crianças ao redor do mundo. Porque, convenhamos, sair pelo mundo, puxando um trenó cheio de presentes e mais ainda um velho obeso e de barba branca não é trabalho para qualquer animal.



quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E no cardápio de hoje: Asinhas de morcego.

Que tal um belo banquete? Entrada - uma salada majestosa... Prato Principal: Coxinhas de morcego ao molho barbecue!! Esta receita parece uma das preferidas por alguns povos africanos que apreciam carnes de caça, em geral, com muita atenção à carne de nossos primos mamíferos voadores.

Morcegos, de diversas espécies, são a opção alimentar de habitantes de Gana que comercializam, além dos quirópteros, outra dezena de opções de carne de caça em plena praça: hábito cultural posto em cheque por um grupo de pesquisadores por estar ligado, diretamente, à diversos tipos de infecções por vírus que assolam a saúde daquelas populações.

delícia... vai aí um churrasquinho de roedor?

Mas, voltando à pesquisa, o vídeo a seguir dá uma ideia de como o trabalho com morcegos está sendo feito. Neste material, pesquisadores capturam morcegos em uma caverna a 2km do centro da cidade e analisam, em laboratório o material coletado, inclusive fezes. Ali a presença de uma diversidade de vírus é marcante, fato que pode fazer com que o consumo deste tipo de carne, alada, traga ao consumidor uma série de doenças viróticas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Arraste-me ao seu líder

E mais uma aplicação prática daquilo que só os filme de ficção científica imaginavam ganha laboratórios de instiuições verdadeiras. Que tal ser arrancado do chão firme de sua casa em direção a um grande foco de luz vindo do alto? Diversas pessoas afirmam já ter passado por exepriências assim durante Abduções ("sequestros" realizados por alienígenas) tanto em filmes quanto na vida real.

Pois bem, agora ficou sério. A NASA foi a responsável por investir 100.000 dólares em projetos que tornassem reais os "raios tratores" tão famosos em filmes como Jornada nas Estrelas, Star Wars, enfim, qualquer filme de ficção ou desenhos animados (alguns episódios dos Simpsons, por exemplo).

O projeto mais interessante foi o que construiu um raio laser solenóide (em forma de mola) com força capaz de movimentar os objetos iluminados em direção oposta ao do feixe de luz. isso aconteceu, ao menos, com uma pequena esfera observada em microscópios (leia o artigo na íntegra em http://www.opticsinfobase.org/view_article.cfm?gotourl=http%3A%2F%2Fwww%2Eopticsinfobase%2Eorg%2FDirectPDFAccess%2FB82B95ED-05ED-BDAA-17F1F319949C4A71_196738%2Epdf%3Fda%3D1%26id%3D196738%26seq%3D0%26mobile%3Dno&org=).

   Forma de propagação do feixe laser solenóide

As aplicações do feixe trator são diversas, mas, inicialmente, devido às proporções mínimas de transporte, espera-se que futuros aparelhos de exploração espacial possa capturas material particulado do solo ou "ar" de planetas distantes para análise, como ilustra a figura a seguir. Quem sabe, futuramente, um raio trator mais potente não possa carregar também humanos? Basta apenas uma forma correta de controle e manuseio do equipamento, diferente daquilo que o vídeo a seguir mostra : )
Mars rover image with "tractor beams"

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Evoluindo a X-Men?

Se vamos ter capacidade de atravessar paredes, ter lasers nos olhos ou o poder de super-cura com garras de adamantium eu não sei, mas que o homem está evoluindo, isso sim está acontecendo. A matéria da Folha (http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/995396-estudos-mostram-que-evolucao-do-homem-esta-se-acelerando.shtml) trouxe nessa semana uma interessante matéria cobrindo aquilo o que mais mudou nos últimos 10mil anos na humanidade, desde sua batalha com Tigres dentes de sabre até o i-Pad.
No entanto, fisicamente pouco mudou. Se trouxéssemos um ser humano de 11mil anos atrás, caso da famosa Luzia - o fóssil humano mais antigo e conhecido das américas - que apesar de baixinha, em nada chamaria atenção ao passear vestida por um shopping center popular. No máximo diriam que ela seria australiana dado aos seus fortes traços aborígenes e, talvez, a inabilidade em aceitar certas tecnologias. Coisa comum em minha avó!

o mais antigo e conhecido fóssil humano das américas: Luzia, 11 mil anos sem grandes diferenças

Pois bem, que ninguém penseo por aí que vão lhe nascer asas para que possa voar, mas espere, sim, que algumas guloseimas mais duras serão impossíveis de serem comidas pela sua fraca arcada dentária e músculos de mastigação, que as casas e carros tenderão ser mais caros e maiores daqui pra frente devido ao aumento de tamanho (tanto no eixo "y" quanto "x" e "z") e que leite, gordura e álcool muito em breve serão tão facilmente digeridos quanto doces. Acho que o X-Man mais provável de eu me transformar seria no Blob.

E se não fosse meu "telencéfalo altamente desenvolvido e meu polegar opositor", acho que eu e minha miopia já teria sido o breakfast de um dos bichanos abaixo há muito tempo:
     - Cuidado, o Tigre dente-de-sabre está atrás de você!!
     - Tigre? aonde que eu não estou vendo na...................

terça-feira, 11 de outubro de 2011

4o. Curso de Introdução à Espeleologia

Na quarta edição do "Curso de Introdução ao estudo de Cavernas (Espeleologia)" que ainda está acontecendo, os alunos puderam conhecer algumas cavernas em canga da Serra da Piedade e a incrível Gruta Morena. Sem muito blá blá bla, vão abaixo algumas fotos para os alunos e comunidade geral.

 a turma reunida em um conduto da gruta Morena em uma longa e demora exposição

essa aqui foi para ter idea da água que passa na gruta
a lua...
... e o sol...
... que nos acompanharam na Serra da Piedade

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Notícia Salgada

Essa é para aqueles que adoram a concorrência Brasil x Argentina e que vão detestar saber que a tecnologia dos hermanos está dando resultados. A Nasa, em parceria com a Agência Espacial Argentina (CONAE), está (http://www.nasa.org) divulgando um belíssimo trabalho de análise de salinidade de águas marinhas. Apelidado de Aquarius, o projeto fez um mapa de concentração de sal (NaCl) nos oceanos do nosso planeta (figura abaixo).


Com lançamento e satélites americanos e equipamentos argentinos, o programa espacial varreu a superfície dos mares com sondas que detectam a presença de cloreto de sódio (NaCl) dissolvido em água através da condutibilidade elétrica da água. O resultado foi este mapa de densidades, obtido durante missões neste ano.

É interessante notar na figura que existem bolsões em que a concentração de sal, em gramas por quilograma de água marinha, são bem elevadas na parte central da figura (em vermelho, de concentração próxima a 40gNaCl/kg) mas divididas por uma linha azul. Este ponto coincide com áreas tropicais do planeta em que a precipitação de chuvas dilui o sal para valores mais amenos. Já envolta dos continentes, nota-se, mais uma vez, a diluição devida aos pontos em que rios "adoçam" a água marinha. O Amazonas, por exemplo, lança uma longa cauda violeta (concentrações próximas a 30gNaCl/kg) no Oceano Atlântico.

Enfim, Argentina 5 x 0 Brasil, como indica o placar de nosso "garoto propaganda espacial" que, convenhamos, não contribuiu em grandes coisas o avanço tecnológico nacional.


"Isso!! 5 a zero!!"

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

É só passar cuspe

Lembro-me de quando eu ainda bem criança que, brincando de pique no interior de Minas Gerais, me machucava quase todos os dias. Coisa comum em criança que mora na roça: um arame farpado hoje, um espinho amanhã, ser alvo de uma mamona seca, enfim, sangramentos e hematomas combinam com a alegria de viver ao ar livre e o remédio para estes males era passar saliva... nada melhor que o conhecimento popular que manda passar um soro natural quase sempre livre de bactérias para limpar as feridas.

Uma notícia que tem a ver com isso me chamou a atenção hoje. A de que a saliva de morcegos vampiros faz hoje parte de uma nova terapia inglesa para a cura de alguns tipos de derrames que necessitam que os coágulos sejam rapidamente "dissolvidos", fato que os morcegos da espécie Desmodus rotundus conhecem há muito tempo. Esta espécie é muito temida pois seu ataque pode deixar uma ferida, que não cicatriza com facilidade, sangrar com a perda de muito sangue.


A drug derived the saliva of vampire bats can thin blood and dissolve blood clots in the brain, saving lives and limiting the damage caused by strokes.
note os dentes incisivos do bichano, usados como facas de corte e não como agulhas hipodérmicas


Porém, ao contrário do que muito imaginam, este mamífero não voa até uma vítima para agarrar-lhe o pescoço e então encerrar suas presas para sugar o sangue de veias grossas como pregam os filmes de vampiros. Com muita astúcia, este bichinho escolhe sua presa em momentos em que ela está em repouso, caminha - isto mesmo, com seus dedos nas asas ele caminha como um rato - calmamente até uma área da pele da vítima rica em terminações arteriais e só então desfere um golpe com o intuito de rasgar a pele do indivíduo. O sangue que jorra então é lambido pelo morcego e então sua saliva faz com que o corte não coagule como aconteceria em um machucado normal.
keep walking: um Desmodus caminha com os polegares de suas asas e as patas traseiras atrás de uma vítima

Só fiquei na dúvida que não foi respondida pela pesquisa que fiz na publicação do trabalho (http://www1.folha.uol.com.br/bbc/970368-vitimas-de-derrame-sao-tratadas-com-saliva-de-morcego.shtml) é de como os pesquisadores conseguiram a saliva do bicho para desenvolver o remédio chamado desmaplase, uma vez que as espécies que se alimentam de sangue são comuns apenas do continente americano. Seria biopirataria ou cooperação entre instituições? Acho que não saberei disso nunca uma vez que no mundo patentes são mais poderosas que fronteiras.

100% brasileiro

terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Química após a Morte

A Morte é o fim? Não. Ao menos para os profissionais da química, que dizem não morrer, mas sim: "deixam de reagir". Mas agora químicos, físicos, biólogos e quaisquer cientistas podem ter uma experiência post mortem sensacional: Hidrólise Alcalinas ou Criogenia de Liofilização. Sim, agora se você não quer mais ser um cadáver que se decomporá ao sabor de micro-organismos, a indústria funerária traz estas duas opções para você.

A primeira, uma Hidrólise Alcalina, utiliza uma substância cáustica (o KOH, hidróxido de potássio) que assim como a soda, decompõe tecidos proteicos, gorduras e ácidos nucleicos - os principais formadores de material biológico - em instantes. Acelerada por uma temperatura de 1800C e sob uma pressão de 10atm, seu cadáver pode perder toda a massa corporal baseada em água e carbono em menos de 3horas.

a solução para um funeral: "liqueifação" química

No segundo processo, a Liofilização, você, literalmente, retorna ao pó. Esta proposta bíblica se baseia na desidratação completa de seu cadáver, a uma temperatura de (negativos) -1960C e é seguidamente chacoalhado até que todo o sólido vire um pózinho que é então acomodado em uma caixa biodegradável e enterrado.

Nas duas técnicas, a desvantagem é que os ossos ainda podem continuar intactos e devem ser eliminados de outra forma. A vantagem é que metais de próteses ou ligas metálicas dentárias não venham a contaminar o meio ambiente. Na Inglaterra, para se ter ideia, 16% das fontes emissoras de mercúrio no ar atmosférico, gravíssimo poluente, se origina de crematórios onde não se separam os amálgamas dentários de seus clientes  (http://www.bbc.co.uk/news/science-environment-14114555). Ou seja, propostas ambientais também podem ser abordadas mesmo depois de nossa breve passagem pelo mundo dos viventes.

Os norte-americanos ligados a movimentos ambientais estão radiantes com a notícia que a técnica poderá ser empregada, em breve, em alguns estados. Alguns preferem um velório gélido e seco do nitrogênio líquido, outros indagam que o caixão líquido com compostos cáusticos corrosivos lhe caem bem.

um feliz químico em seu leito eterno

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

De cianofícias ao Megazord

Tentar simular a origem e desenvolvimento não é fácil. É o que mostra mais um experimento com robótica desenvolvido por equipes europeias que estão tentando unir pequenas unidades na formação de um robô grande e funcional. Para quê isso? Imagine-se uma máquina com avarias no meio do espaço sem qualquer humano por perto para poder te consertar. Outra máquina (pelo princípio da robótica de Isaac Asimov : ) não podendo lhe disponibilizar peças suas poderia, ao menos não lhe deixar sozinho, prestando-lhe apoio neste momento difícil. Outras máquinas complacentes deste agrupamento podem ainda apoiar você e então cada indivíduo pode buscar seu lugar em uma sociedade, buscando recursos comuns, lutando contra outros desafios, deixando com que a existência seja um elo comum a todos. Bonito não? Como diriam ditados e slogans de açúcar: "A união faz a força". Pois é esta a proposta do projeto europeu que faz com que pequenos robôs tornem-se um maior.


na figura, as pequenas unidades se unem por meio de rodinhas e sensores para formar a "aranha" robótica final

O mesmo princípio talvez tenha movido os seres que primeiro dominaram o mundo - desde os mais simples como as Cianofícias (as famosas "algas azuis" que não são algas) - em seres maiores como as samambaias, lagartos e mamutes. Nestas "Megaconstruções" cada célula, ou cada robozinho, agiria em comunidade para melhor sobrevivência, agora de uma espécie única, em que cada unidade pode desenvolver uma habilidade comum. Assim, uma célula seria responsável pela proteção, outra pelas transmissões de estímulos, outras pela reprodução, enfim, até chegarmos ao que conhecemos como o ser Humano. Somos um grande robô franksteiniano costurado à base de microrganismos simples. Um Megazord de carne.





terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sushi Elétrico

Só depois de conhecer um pouco mais sobre comida japonesa que pude entender o fascínio daquele povo pelo mar. Também pudera, uma ilha que te joga ao oceano só poderia ser um lugar totalmente dependente das vontades marinhas. E como não podia deixar de ser, os mesmo japoneses que causam comoção por matar alguns dos mais adoráveis mamíferos aquáticos são também os maiores especialistas em vida sobre as ondas.

A mais recente descoberta foi feita em uma caverna - outro assunto que muito me interessa - submarina. E se as cavernas às quais temos acesso em terra seca são as que apresentam os organismos mais estranhos da Terra, as submarinas também guardam diversos segredos. E foi assim que uma nova espécie de enguia foi descrita. As imagens mostram alguma coisa que está no caminho entre peixes comuns e enguias modernas.

pode ser viagem minha, mas eu diria que essa coisa roxa aí é um híbrido! : )

A nova espécie que recebeu o nome Protoanguilla palau foi observada durante mergulhos realizados na ilha que batiza a espécie, Palau, no oceano pacífico. Um vídeo foi disposto no Youtube pelo pesquisador responsável pela descoberta.


A pergunta que mais me aflige agora é: quanto tempo vou precisar para poder comer esta iguaria com hashis?



sexta-feira, 8 de julho de 2011

"Quem governa Bartertown"

Ao ler o título do post, os mais antigos vão se lembrar do clássico filme "Mad Max 3" em que o personagem 2 em 1, MasterBlaster, joga na cara da rainha interpretada por Tina Turner que ele é o governador da cidade que brilha no meio do deserto, devido à força gerada por cocô de porcos que ele cultiva nos subterrâneos. Mas o que tem o "Pig poo power" a ver com ciência?

um dos melhores personagens do mal que já vi no cinema

No filme apocalíptico, o personagem de Mel Gibson percorre o mundo em busca de duas coisas: sobrevivência e energia. Somente rodando em quatro rodas ele pode fugir de humanos bizarros que querem briga por causa de... por causa de... ??  sei lá. Só me lembro que combustíveis eram a chave do filme. Seria possível que os roteiristas já ouviam falar na deficiência energética que os humanos poderiam sofrer um dia? Nossa dependência do petróleo como matriz energética e finita já era discutida desde 1985, ano de lançamento do filme?

Dúvidas a parte, a verdade é que a forma de obter energia descrita no filme tem, redundantemente, ganhado "força" na Inglaterra. Os gases produzidos por micro-organismos presentes na decomposição de grandes quantidades de cocô de porco tem sido usadas para produzir gás natural. Este gás, o metano, lançado na atmosfera, como acontece na maioria dos criadouros de porcos na Europa, além de gerar perdas econômicas pode ser um grave poluente ligado ao efeito estufa.
imensas plantas industriais aliementam uma central energética high tech, para alegra dos MasterBlaster acima

E assim saem ganhando a natureza, os Europeus que terão energia elétrica em suas casas, os fazendeiros e os porcos (estes últimos, literalmente cag**** e andando para a situação) em um óbvio e evidente sistema de Sustentabilidade Ambiental.




quinta-feira, 30 de junho de 2011

De matar de rir

Parece piada.. e é!
"Por que um canibal não come palhaços? é porque ele tem um gosto engraçado"

Hahahahahahahahaha... entendeu?? o palhaço... engraçado... o gosto... Hahahahahahahahaha...

Bom, é claro que a maioria não acha tanta graça dessa piada, mas para quem está em Estado Vegetativo (EV), uma piadinha destas pode fazer a diferença entre a vida e a morte. EV, Estado de Coma, Morte Cerebral entre outros temas são controversos em medicina uma vez que decisões médicas, religiosas e familiares sempre se chocam: como definir se alguém está realemente vivo? Um estudo britânico tenta achar uma resposta para isso.

Estimulando o cérebro de alguns voluntários com piadinhas como:
"Por que um urso branco não nada na água? porque ele é polar" hahahahahahahaha... entendeu?? hã??
Os ingleses analisaram a resposta cerebral para o processamento da piada e a reação de recompensa que a massa cinzenta emana sensibilizam de forma elevada, fazendo com que imagnes de ressonância magnética ficassem mais claras em certas partes do cérebro.

"O que acontece quando um homem engole uma mosca? ele fica com um cérebro mais ativo no estômago que no crânio" hahahahahahahaha... no estômago? a mosca? entendeu?

Novos diagnósticos de atividade cerebral podem auxiliar na hora de tomar a decisão entre desligar aparelhos que fazem com que pessoas com lesões cerebrais possam, ou não, descançar em paz. Se a piada for ruim., por outro lado, acho que a pessoa vai pensar em suicídio...

sábado a noite é pedir pra morrer...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Prestobarba e Gelo

Como um Prestobarba e Gelo podem se relacionar, cientificamente? A resposta é óbvia e passa pelo mesmo raciocínio que tubos de Pitot e pelos de asas de morcego se relacionam. O quê? Parece uma receita de bruxaria?  Não... siga a ideia:

Há alguns meses, o pior acidente da aviação franco-brasileira - a queda do vôo 447 da Airfrance - foi, em parte, posta em crédito à falha de um equipamento de aquisição de dados atmosféricos e que ainda pode ler a velocidade de vôo do avião (os tubos de Pitot). Ao que parece, o sistema de aquecimento do tubo falhou e uma camada de gelo se formou na entrada deste equipamento. Sem ele, controlar um avião de algumas toneladas pode ser tão difícil quanto manobrar uma pipa em um tornado. Infelizmente, isto levou à morte de diversos passageiros e tripulação que faziam a travessia do Atlântico. 

um tubo de Pitot instalado na asa de um pequeno avião

Relacionando o gelo com o Prestobarba, alguns cientistas perceberam que pelos das asas de morcegoos podem funcionar da mesma forma que os Pitot´s e auxiliá-los ao controle de seus vôos e manobras durante uma noite sombria e escura em que um mamífero como este conta com seu sonar. Raspados, os morcegos parecem perder um pouco de sua destreza, como descreve Susanne Sterbing no site http://www.newsdesk.umd.edu/scitech/print.cfm?articleID=2460 que traz um vídeo em que um morcego atravessa uma floresta artificial:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Elementar, meu caro Watson...

... isso é o que diria Sherlock Holmes ao ouvir mais um questionamento de seu inseparável escudeiro. A matéria é formada por elementos químicos que, por sua vez, podem se unir para formar associações ainda maiores - as moléculas.

Na natureza existem 90 elementos químicos encontrados na terra, água e mar e unidos formam uma diversidade incrível de substâncias químicas. A Tabela Periódica ainda traz demais elementos obtidos pela mão do homem que não têm estabilidade suficiente para se manterem por mais que alguns segundos. Eles são sintetizados pelo somatório simples de partículas de outros elementos menores através do seu choque direto... ou seja, um elemento com duas partículas no núcleo ( : ) ao ser fundido com outro elemento com quatro partículas nucleares ( :: ) formaria um elemento maior com seis partículas no núcleo ( :  +  ::   =  ::: ). Simples, né? Tão simples que os propositores do elemento 114 (o elemento que foi produzido com um total de 114 prótons no seu núcleo) divulgaram a receita para a síntese do mesmo:

Receita para o elemento 114

  • pegue 2 gramas 48 20Ca (um raro isótopo de cálcio, ricos em nêutrons)
  • adicione 244 294Pu (isótopo mais ricos em nêutrons de plutônio com uma longa meia-vida)
  • mistures os dois com a ajuda de um Ciclotron U400, acelerando os íons Ca a 236 MeV (10% da velocidade da luz)
  • use um separador por recolhimento de gás cheio para a remoção de produtos de reação que não forem desejados
  • analise o restante com detectores sensíveis à posição de decai captura dos produtos de reacção transmitida com a ajuda de um computador de aquisição de dados e um computador de análise de dados (SUN Ultra 450E-Empresa)
  • peça ajuda a números técnicos russos e os operadores do acelerador de partículas e ainda a 19 cientistas russos mais 5 cientistas norte-americanos
Combine sete primeiros ingredientes, usando 0,3 miligrama de Ca/hora, com muita paciência, uma pitada de sorte, e uma boa dose de inspiração, e deixe cozinhar por seis meses (24 horas por dia, 7 dias por semana). Use os dois últimos ingredientes para analisar 7 GB de dados para a seqüência de decaimento do elemento 114. Decore com vários trabalhos que descrevem os resultados. Isto tudo, faz um átomo de 289 [114] (com duração de 30 segundos!) E dois átomos de 288 [114] (meia-vida de 2 segundos!) (https://www-pls.llnl.gov/?url=science_and_technology-chemistry-elements_114_and_116).



Agora só falta o principal, o nome deste novo elemento... acho que o mérito em se fazer algo desta magnitude é poder colocar no currículo que um dos elementos que estará para sempre na tabela periódica foi você quem fez. Que nome você daria?? Ronaldínium? 

sábado, 28 de maio de 2011

CONSERVANDO A ENERGIA

Uma animação muito bacana chamou minha atenção esses dias no Youtube. De uma forma simples e direta, sem nenhuma fala, o desenho animado mostra o cotidiano de uma família europeia que, em diversos aspectos, se mostram randes gastadores das diversas formas de energia as quais dispomos.

Voltada tanto ao público infantil como aos adultos, o vídeo é muito divertido e dá boas dicas de economia e preservação de energia.



Em uma natureza em que nada se perde, a Energia é talvez aquilo que pode diferenciar um futuro sombrio de uma saudável natureza séculos a frente.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ursos versus Leões

Uma batalha, atualmente impossível, talvez tenha ocorrido diversas vezes em cavernas da Europa. Hoje em dia, separados em continentes diferentes, Ursos e Leões são o topo da cadeia alimentar em seus respectivos territórios, mas, na Alemanha Pleistocênica (período gelógico encerrado há cerca de 12.000 anos) uma luta tinha local para acontecer (http://www.bbc.co.uk/nature/12819243).

De tamanhos e provavelmente de formas diferentes das atuais ( veja imagem a seguir. O Urso é o fóssil!! Na frente ), estes animais poderiam ter uma relação bem íntima com o mundo subterrâneo. Assim como os ursos norte-americanos atuais, os ursos "das cavernas" também se abrigavam durante o período de hibernação e em condutos e salões deixaram diversos vestígios em partes mais profundas das grutas. Este hábito é diferente daquele que os atuais "Zé Colméias" costumam usar. Apesar do tamanho, os bichinhos talvez estivessem evitando contato com os também enormes leões e hienas da região que em busca de carne frequentavam as cavernas em busca de um urso dormente.

...e é uma pechincha: você pode comprar este crânio por míseros 16.500US$!!! (http://www.tellmewhereonearth.com/Web%20Pages/Cave%20Bear%20Fossils/Cave_Bear_Fossils.htm)

Isso me faz refletir sobre qual a origem dos bichos de pelúcia. Um ursinho para dormir agarrado, de repente, remeta a um hábito do "tempo das cavernas" em que um ser humano poderia fiar agarradinho a um hibernante urso pardo ou preto que ajudaria nas noites mais frias de um inverno europeu. Que me provem o contrário!

Cave bear (Image: Sergiodlarosa)

sábado, 21 de maio de 2011

Religião e Ciência

Hoje, mais um capítulo de um embate famoso foi traçado entre Religião e Ciência.

A relação conturbada destas duas começou há muito tempo. A 'Igreja Católica Apostólica Romana' baseou muito de seus conhecimentos em cima do que o Império Romano absorvera dos Gregos e, com eles, a "física" aristotélica que pregava, por exemplo, que a Terra era o centro do universo. Coube a um dos primeiros cientistas do "ver para crer", Galileu Galilei - o maior herege de todos os tempos, bater de frente com esta teoria. Seu ato causou indignação na igreja. O então Papa Urbano VIII que fez com que o pobre astrônomo, como um santo antes dele, negasse aquilo que pregava.

Dando um pulinho dos renascentistas aos iluministas, Darwin fora outro cientista que encontrou turbulências na conflitante relação entre céticos e crentes. Sempre titubeante quanto à publicação de suas ideias sobre a Evolução, Darwin preocupava-se com o choque que suas teorias poderiam trazer ao mundo. Era o ponto máximo de eresia pensar que o homem evoluíra do macaco e, na época, muitos afirmavam que "Deus estava morto" a partir do "Origem das Espécies".

Contudo, apesar destes e de vários outros atritos entre Igreja e Pensadores, Experimentação e Fé encontram-se volta e meia na mídia. E foi o que aconteceu hoje com mais um capítulo escrito pela figura maior do Cristianismo. O Papa Bento XVI teve um contato direto com os céus, fazendo uma entrevista com a tripulação da Endeavour que conta com astronautas de diversos países, inclusive um italiano agraciado com uma medalha concedida pelo próprio pároco!


Em um dos pontos altos para usar um pleonasmo - da conversa com os astronautas no espaço o Papa pergunta aos cientistas em que aquele tipo de trabalho científico poderia contribuir com a Paz Mundial. O chefe da missão, o astronauta Mark Kelli responde de uma forma graciosa afirmando que do céu não se vêem fronteiras, não se distinguem países ou regiões que normalmente lutam por recursos, sejam ele minerais, vegetais ou energéticos. Mark afirma ainda que a tecnologia desenvolvida para usar a energia solar (captadores, baterias, foto-células) poderão ser utilizadas para diminuir este impasse mundial que gera tantas guerras.

Se no lugar do Papa, eu estivesse fazendo as perguntas, a primeira questão seria sobre o cabelo da ocupante feminina do posto de astronauta nesta viagem da Endeavour. O que faz com que um cabelo liso fique black-power (à esquerda na foto acima) na gravidade zero. No lugar dos astronautas, rebateria a pergunta sobre como a igreja propicia a Paz Mundial. E se quiser treinar seu inglês veja a entrevista, na íntegra, no Youtube http://www.youtube.com/watch?v=kj3BjfcJDHI e note como fica a mistura de Inglês com Italiano pela boca do pontíficie (é ruim que os astronautas já não conheciam aquele questionário: é impossível entender o que o Bento fala!).

Por fim, acho que religião e ciência podem sim dar as mãos. Ambas contribuem, ao seu modo, com a Paz. Uma pode ainda contribuir diretamente com a outra. Durante os anos de meu mestrado, me agarrava a Santo Antoine Lavoisier, implorando para que a conservação das Massas sempre fosse obedecida em minhas práticas na câmara de exaustão de gases, romanticamente conhecida por Capela Química.


AMÉM!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mouse ótico

O que me pareceu piada um dia, hoje foi rememorado com uma matéria no The New York Time (http://www.nytimes.com/2011/05/17/science/17optics.html?_r=1&ref=science): ratos que podem ser controlados com estímulos elétricos diretamente no cérebro.

Veja só que interessante - após serem soltos em uma caixa desconhecida, os pobres roedores de laboratório assumem uma estratégia auto-protetora de reconhecimento do novo ambiente, daí, descrevem uma rota de "exploração" que beira as paredes do recipiente. Em uma caixa quadrada, o que se observa é a primeira figura do esquema abaixo. Porém, ao serem estimulados com um feixe de luz azul, diretamente no cérebro, os ratos assumem uma postura menos estressada e, depois de uma voltinha, já se expõem ao centro da caixa.


Cientificamente, as vantagens da pesquisa é que estimulos óticos podem ser usados, futuramente, em seres humanos, o que subsituiria diversos calmantes químicos que geram algumas dezenas de efeitos reversos. Só ainda não consegui imaginar uma fibra ótica enfiada diretamente no meu crânio durante minha viagem de casa pro trabalho no infernal trânsito de Belo Horizonte, como fizeram com o ratinho do estudo:

 
isso deve doer!

Mas agora a piada: um colega meu que trabalhava com atendimento ao público para a instalação de softwares de instalação de internet discada (morta há anos, ainda bem) passou por uma incrível uma vez. A pessoa tentava seguir suas instruções clicando na tela para passar suas informações pessoais em caixas de texto. Porém, nada acontecia. "Como a senhora está clicando? muito rápido? muito lento?"; "Não", respondeu a dona, "estou com o mouse na tela, teclando, e nada acontece":


MORAL DA ESTÓRIA: com as luzes de um mouse ótico, ficaria mais fácil coordenar as ações de uma pessoa a distância...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A Caverna dos Sonhos Esquecidos

Depois do blockbuster "Sanctum" de James Cameron, outro peso pesado dos cinemas está trazendo o mundo subterrâneo para as telas. Trata-se, nada mais, nada menos, de Werner Herzog. Documentarista famoso pelo filme "O homem urso", Herzog mostra em seu filme a história, arte e ciência de uma caverna descoberta no sul da França, de importância paleo e arqueológica tão significantes como Lascaux - a Caverna de Chauvet.


Exibido em 3D, "Cave of Forgotten Dreams" foi lançado na última semana na Europa e EUA e ainda não deve ter data de estreia no Brasil. Pena. Em entrevista, Herzog se disse maravilhado com a arte paleolítica comum em cavernas na França, desde que viu, pela primeira vez aos 12 anos de idade, a figura rupestre de um cavalo estampado na capa de um livro. Desde então, seu interesse em arqueologia e história da arte marcaram sua vida. 
o próprio Herzog ilumina um dos paredões de pinturas da caverna Chauvet

Indagado sobre o fato da Caverna Chauvet não receber visitantes de turismo, o diretor disse que cavernas como essa devem mesmo ser protegidas. Ele mesmo sofreu com os embargos à visitação da caverna, podendo trabalhar com apenas 3 ajudantes por vez em certos salões da cavidade.

A seguir, alguns links em que vocês podem ver um trailer do filme mais fotos (http://www.imdb.com/title/tt1664894/) e outro link do The New York Times com uma entrevista com o diretor (http://www.nytimes.com/2011/04/24/movies/werner-herzogs-cave-of-forgotten-dreams-filmed-in-chauvet-cave.html?scp=1&sq=cave&st=cse) e outro link que traz uma "visita" virtual à gruta (http://www.culture.gouv.fr/culture/arcnat/chauvet/en/)


segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fácil de Lembrar

Dedo Duro
Essa é boa... agora é científico. Ao menos é o que sugerem aquelas pesquisas “pra inglês ver”: Estudo publicado na Grã-Bretanha indica que, realmente, quem tem um grande dedo anula (o dedo vizinho ao mindinho) tem mesmo mais hormônios masculinos. O tamanho do dedo deve ser comparado ao indicador – se este último for menor que o anular que dizer que você “é muito macho” ou está mais propenso a conseguir uma aliança na mão esquerda!!

Este texto foi feito com a fonte Comic Sans MS


Os macacos sim são espertos
Macacos da espécie rhesus são bons em reconhecer quando suas fêmeas estão ovulando. Isso é uma mão na roda pois eles evoluíram a ponto de não ter problemas com a TPM de suas fêmeas mais próximas, coisa bem inconveniente nos símios mais desenvolvidos...

Este texto foi feito com a Bodoni MT

Raios de Letras??
E se você está achando horrível ler estes textos de uma ciência não tão enriquecedora, saiba que agora vai piorar. De acordo com estudos psicológicos americanos (um pouco mais confiáveis que os estatísticos ingleses) você terá mais facilidade em memorizar este post, uma vez que são fontes diferentes daquelas que normalmente usadas (Arial ou Times). Parece que forçar um pouco a mais o cérebro para ler estes garranchos aguçam a memorização do seu conteúdo (http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/906648-estilo-de-letra-ajuda-na-memorizacao-e-aprendizado-diz-estudo.shtml). Vai ver que é por isso que não esqueço das minhas aulas de história do Ensino Médio com aquele garrancho maldito do professor Reginaldo!!

Este texto foi feito com a Monotype Corsiva


sábado, 23 de abril de 2011

Fiquei sem título para esta postagem devido à singularidade da ideia: uma "vela a laser"! Antes demais nada, a origem do nome já fica interessante. Vela: uma palavra de, no mínimo, 10 significados nos dicionários em português, dois deles a ver com movimento e um com iluminação. Mas a vela descrita acima tem tudo para ser uma revolução na diminuição dos efeitos dos gases emitidos na combustão.

E Se trocássemos as velas de motores de carros por equipamentos mais eficientes? Acho que foi esta tese que motivou uma equipe internacional a criar uma vela cujos disparos de laser inflamassem não só o combustível próximo à faíscas daquele pequeno contato entre as peças que trocam uma descarga elétrica, como na figura abaixo

Spark plug
uma pequena área de atuação das velas atuais não são muito eficazes

Trocar faíscas por laser, por outro lado, tem seu custo. Não só o financeiro mas também na energia necessária para gerar um laser eficiente para dar ignição à combustão na câmara dos motores, talvez uma bateria mais potente, materiais diferentes que aqueles que geram lasers atuais (baseados em cristais). 

Laser-based spark plug (Takunori Taira)

Para mim, só resta esperar que o mercado venha logo com essa novidade para eu poder armar meu bonequinho do Yoda com o aparato...